quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ouça o som de estrelas de nêutrons girando

Quando alguns tipos especiais de estrelas explodem, deixam em seu lugar um núcleo muito denso e altamente energético que gira muito rapidamente sobre o próprio eixo. A cada volta, espalham no Universo poderosos feixes eletromagnéticos que são registrados aqui na Terra como uma verdadeira percussão estelar.
Conhecidos como pulsares, esses objetos são criados quando estrelas com massa superior a oito vezes a do Sol esgotam sua energia nuclear e explodem. Esse evento é chamado de supernova, uma explosão tão brilhante que mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância pode ser vista da Terra até mesmo durante o dia.
Ao mesmo tempo em que as camadas externas da estrela são lançadas ao espaço, o núcleo da estrela continua desmoronando já que fusão nuclear que mantinha o equilíbrio de forças não existe mais. A gravidade criada durante esse colapso é tão intensa que os prótons e elétrons se comprimem formando nêutrons e o outrora gigantesco núcleo é reduzido a menos de 10 quilômetros de diâmetro.
Para que o leitor tenha possa ter uma ideia da densidade desse núcleo, uma simples caixa desse material pode pesar mais que todo o Sistema Solar junto.
Durante o colapso, o movimento da matéria em direção ao centro faz o objeto girar e quanto mais matéria, mais rápida é a rotação. Esse processo faz os prótons e elétrons ligados à superfície serem arremessados para fora, fluindo através das linhas do campo magnético em direção aos polos norte e sul.
Com o desalinhamento entre o eixo magnético e o de rotação, a estrela de nêutrons emite uma enorme quantidade de radiação pelos polos, que é lançada em diversas direções no Universo. Assim nasce um pulsar.

Ouvindo Pulsares
Como explicado, um pulsar gira rapidamente. Um típico objeto desse tipo, PSR B0329+54, revoluciona a 1.4 rotações por segundo. Já o pulsar Vela, PSR B0833-45, completa 11 voltas em apenas 1 segundo.
Da mesma forma que um farol de navegação, durante a rotação o feixe eletromagnético de um pulsar também atinge a Terra e pode ser detectado por radiotelescópios, onde cada rotação é registrada como um pulso. Ouça o som de diferentes pulsares.

Veja e ouça abaixo o vídeo do som das estrelas de nêutrons!!



Elis Lopes!!!

Cometa C/2013 se aproxima de Marte

Estamos a menos de 30 dias para um dos acontecimentos mais aguardados dos últimos meses. No próximo dia 19 de outubro o cometa C/2013 A1 Siding Spring vai praticamente raspar o Planeta Vermelho e poucos pesquisadores se arriscam a afirmar o que pode acontecer.
Aproximação hipotética do cometa Siding Spring

Embora as chances de colisão sejam infinitamente pequenas, a diminuta distância entre os dois objetos chama muito a atenção. Os cálculos mostram que a distância mínima entre C/2013 A1 e a superfície de Marte será de apenas 134 mil km, com valor mais provável estimado em 136 mil km. Para comparação, a lua marciana Deimos orbita o planeta a 24 mil quilômetros de altitude.

Os cálculos estão atualmente amparados em 694 dias de observação, o que confere muita precisão ao resultado e praticamente descarta um risco de colisão. No entanto, esses valores se referem à distância do núcleo do cometa em relação à superfície do planeta, mas deixa de lado a enorme quantidade de fragmentos que compõe a cauda e a coma que envolvem o cometa.
Até o momento, estima-se que a parte principal da cauda passará a cerca de 30 mil quilômetros da superfície, o que significa que somente meteoroides com alta energia e velocidade acima da média, que foram ejetados anteriormente, poderão atingir o planeta e sua luas ou então as espaçonaves em orbita.
Até 2013, acreditava-se que Siding Spring produzisse uma grande chuva de meteoros sobre Marte ou representasse alguma ameaça para as sondas em sua orbita. Estudos feitos recentemente mostram, no entanto, que essas possibilidades não são tão grandes, sendo que o risco maior ocorrerá 100 minutos após o ponto da maior aproximação, previsto para as 15h28 BRT de 19 de outubro.
Siding Spring passará por Marte com velocidade estimada em 56 km/s, ou aproximadamente 200 mil km/h. Ainda não se conhece com precisão o seu diâmetro, mas estima-se que não ultrapasse 800 metros. Caso se chocasse contra a superfície C/2013 A1 liberaria energia equivalente a 20 bilhões de megatons de TNT, abrindo uma cratera que poderia ultrapassar 10 km de diâmetro.

Foto do cometa C/2013 A1 Siding Spring

Fonte: http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?titulo=Contagem_regressiva_Cometa_C/2013_A1_se_aproxima_do_planeta_Marte&posic=dat_20140922-112132.inc

Elis Lopes!!!

Fotógrafo registra intenso pilar de Luz no céu da Suécia

Postagem de: 24\09\14

Localizada às margens do quinto maior lago da Suécia, a cidade de Östersund foi palco recentemente de um dos mais belos espetáculos de luz natural conhecidos, o pilar solar, uma espécie de coluna de luz gigante que surge no horizonte e que em algumas situações pode até mesmo se movimentar e dançar ao ritmo do vento.
O fenômeno é produzido pelos cristais de gelo que se formam na alta atmosfera e que ao caírem têm sua face posterior aplainada pela resistência do ar. Isso faz com que luz do Sol vinda de baixo seja refletida em direção ao solo, formando uma gigantesca coluna de luz que pode medir entre 5 e 10 graus angulares, o equivalente entre 10 e 20 vezes o tamanho visual do disco solar.
Pilar de Luz ou Pilar Solar

Os pilares podem surgir de cima para baixo do Sol ou ao contrário, dependendo de como a luz atinge a face aplainada do cristal. Além disso, a largura do pilar é determinada basicamente pelo ângulo da luz incidente e quanto mais inclinado estiver o cristal, mais largo parecerá o pilar.


Devido às correntes de vento, algumas vezes os cristais são deslocados do local o que faz o pilar se mover sobre o horizonte, criando um verdadeiro espetáculo luminoso que parece navegar nas ondas do vento.

Pilares Próximos
Quando cristais de gelo flutuam próximos a você, pilares, halos e outros efeitos luminosos podem ser vistos em torno de postes de iluminação a poucos metros de distância, criando um efeito ainda mais interessante!



Luzes Urbanas
Apesar dos pilares de luz serem conhecidos por se formarem pela reflexão da luz solar, algumas vezes eles também podem ser criados artificialmente pela presença de intensas fontes luminosas terrestres. Estádios de futebol ou parques muito iluminados também podem produzir belos pilares artificiais de luz. Assim, você não precisa ir até a Suécia para ver um fenômeno parecido.


Fonte: http://www.apolo11.com/curiosidades.php?tit=fotografo_registra_intenso_pilar_de_luz_no_ceu_da_suecia&posic=dat_20121218-093652.inc

Elis Lopes!!!

sábado, 23 de agosto de 2014

Chuva de meteoros de Agosto

 iota-aquarídeos austrais e delta-aquarídeos boreais: os dois radiantes, que se manifestam na constelação de Aquarius, podem ser vistos desde as 21 horas (a leste), até o amanhecer quando estão a oeste; por volta da 1h atingem a região mais alta do céu. São chuvas de pequena intensidade e com meteoros de fraco brilho. Os iota-aquarídeos austrais se manifestam desde 25 de julho até 15 de agosto, atingindo um máximo em 4 de agosto, quando exibem uma taxa horária de cerca de 15 meteoros. Já os delta-aquarídeos boreais mostram um máximo em 8 de agosto (taxa horária variável entre 4 e 10 meteoros), mas podem ser vistos desde 15 de julho até 25 de agosto. Estes meteoros estão associados ao Cometa 2P/Encke e são melhor observados no final da madrugada.

a Persêida (ou Perseídea) é uma clássica chuva  e seus meteoros podem ser observados desde 17 de julho até 25 de agosto, com um máximo que ocorre geralmente em 12 de agosto, quando se espera uma taxa horária em torno dos 50 meteoros. Em São Paulo, o radiante (ponto do céu de onde parecerão surgir os meteoros) surge a nordeste por volta das 2h e permanece visível até o amanhecer; em torno das 4h 45min encontra-se à meia-altura para os lados do norte. Devemos, então, concentrar nossas observações na madrugada de 12 de agosto (de 11 para 12 de agosto). Associados ao cometa 109P/Swift-Tuttle, os persêidas são rápidos, com traços finos, geralmente brancos, amarelos ou alaranjados, com vários bólidos que se fragmentam e explodem.

Kappa-Cygnídea: chuva de baixa intensidade, com período de ocorrência entre 3 e 25 de agosto, com um máximo no dia 17. Apresenta lentos meteoros visíveis no início da noite. A área do radiante (ponto do céu de onde parecerão provir os meteoros) eleva-se a nordeste em torno das 19h, cruza a região do meridiano celeste, para os lados do norte, por volta das 22h; pode ser observada até a 1h, quando se encontra a noroeste. Em poucas aparições dessa chuva, a taxa horária atingiu 20 meteoros mas, normalmente, são relatadas taxas menos otimistas em torno dos 5 meteoros por hora, de fraco brilho, de coloração branco-azulada, com eventuais fireballs bastante lentos.

Iota-Aquárida Boreal: apresenta meteoros de fraco brilho aparente, como quase todos os do complexo de radiantes de Aquarius, ativo no período de julho a agosto. Junto à data de máxima ocorrência (19 de agosto), a taxa horária é de cerca de 10 meteoros, mas alguns observadores são menos otimistas e relatam taxas próximas dos 3 meteoros. O período de observação dos meteoros estende-se desde 11 de agosto até 20 de setembro. Em meados de agosto, o radiante é visto desde o início da noite (a leste) até o amanhecer (a oeste); por volta das 23h 30min encontra-se na região mais alta do céu.

Alpha-Aurígida Boreal: chuva que se manifesta no período de 10 de agosto a 1 de outubro, com máxima ocorrência de meteoros em 28 de agosto. Os observadores relatam o surgimento de meteoros lentos e brilhantes e, ocasionalmente, fireballs. No final de agosto e início de setembro, o radiante é visto a partir das 3h e pode ser observado até o amanhecer. Descritos como meteoros lentos pelos habitantes do hemisfério norte onde o radiante é circumpolar, acreditamos que, nessas latitudes, eles sejam vistos mais no começo da noite. No Brasil, o radiante surge apenas na madrugada. No sul do país eleva-se pouco em relação ao horizonte norte dificultando as observações.

Fonte: http://ceuaustral.pro.br/chuvasmeteoros.htm
Elis Lopes!!!

Fique de olho nas chuvas de meteoros de 2014

A tabela abaixo apresenta todas as chuvas de meteoros do ano de 2014:
Obs: várias outras chuvas de meteoros deixaram de ser listadas porque ainda requer mais estudos sobre seus dados!

Chuvas MeteóricasDatasTaxaPosição do RadianteAstro Associado
NomeAbrev.MáximoDuraçãoTHZConst.ARDecCometa ou Asteróide
QuadrantídeasQUA03 Jan28 Dez - 07 Jan120Boo230°+45° 
Alfa-CentaurídeasACE08 Fev28 Jan - 21 Fev10Cen210°-59° 
Gama-NormídeasGNO13 Mar25 Fev - 22 Mar5Nor249°-51° 
LirídeasLYR22 Abr16 Abr - 25 Abr15Lyr271°+34°Thatcher C/1861 G1
Pi-PupídeasPPU23 Abr15 Abr - 28 Abrvar.Pup110°-45°26P/Grigg-Skjellerup
Eta-AquarídeasETA05 Mai21 Abr - 12 Mai50Aqr338°-01°1P/ Halley
LibrídeasLIB06 Mai01 Mai - 09 Mai4Lib223°-18° 
Delta-Aquarídeas AustraisSDA29 Jul14 Jul - 18 Ago15Aqr339°-17° 
Pisces-AustralídeasPAU30 Jul16 Jul - 13 Ago5PsA341°-30° 
Alfa-CapricornídeasCAP01 Ago03 Jul - 15 Ago8Cap307°-10°Honda-Mrkos-Pajdusakova
Iota-Aquarídeas AustraisSIA04 Ago25 Jul - 15 Ago5Aqr334°-15°2P/ Encke
Delta-Aquarídeas BoreaisNDA08 Ago15 Jul - 25 Ago5Aqr334°-05°2P/ Encke
PerseídeasPER12 Ago23 Jul - 22 Ago80Per47°+57°Swift-Tuttle 1862 III
Kappa-CignídeasKCG18 Ago03 Ago - 25 Ago5Cyg289°+55° 
Iota-Aquarídeas BoreaisNIA19 Ago11 Ago - 31 Ago5Aqr327-06° 
Alfa-AurigídeasAUR01 Set25 Ago - 05 Set10Aur84°+42°Kiess 1911 II
PiscídeasSPI19 Set01 Set - 30 Set5Psc05°-1° 
DraconídeasGIA08 Out06 Out - 10 Outvar.Dra262°+54°Giacobini-Zinner
OrionídeasORI21 Out15 Out - 29 Out20Ori95°+16°1P/ Halley
Taurídeas AustraisSTA05 Nov01 Out - 25 Nov7Tau52°+13°2P/ Encke
Taurídeas BoreaisNTA08 Nov01 Out - 25 Nov7Tau58°+22°2P/ Encke
LeonídeasLEO17 Nov14 Nov - 20 Nov100(var.)Leo153°+22°55P/ Temple-Tuttle
Alfa-MonocerotídeasAMO21 Nov15 Nov - 25 Novvar.Mon117°+01° 
FoenicídeasPHO05 Dez28 Nov - 09 Dez5Pho018°-53°Blanpain 1819 IV
Pupídeas-VelídiasPUP07 Dez01 Dez - 15 Dez10Vel123°-45° 
GeminídeasGEM14 Dez09 Dez - 19 Dez80Gem113°+32°3200 Phaeton (asteróide)
UrsídeasURS22 Dez17 Dez - 24 Dez10UMa217°+76°8/P Tuttle

Neste site acima você também encontra várias outras informações sobre chuvas de meteoros!!
Elis Lopes!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Calendário astronômico de Agosto e Setembro

Agosto:
Ago 01 - Pico da chuva de meteoros Alpha Capricornídeas
Ago 02 - Mercurio passa a 1.0 graus de Júpiter

Ago 03 - Começo da chuva de meteoros Kappa-Cignídeas
Ago 04 - Lua oculta Saturno
Ago 04 - Pico da chuva de meteoros iota-Aquarídeas Austrais
Ago 08 - Pico da chuva de meteoros Delta Aquarídeas Boreais
Ago 11 - Começo da chuva de meteoros iota-Aquarídeas Boreais
Ago 12 - Pico da chuva de Meteoros Perseídeas
Ago 13 - Fim da chuva de meteoros Pisces-Australídeas 
Ago 14 - Lua oculta Urano
Ago 15 - Fim da chuva de meteoros Alfa-Capricornídeas
Ago 15 - Fim da chuva de meteoros iota-Aquarídeas Austrais
Ago 17 - Equinócio de Outono em Marte
Ago 17 - Cometa 210P/Christensen no periélio (0.531 AU)

Ago 18 - Conjunção de Vênus e Júpiter 
Ago 18 - Fim da chuva de meteoros Delta Aquarídeas Austrais
Ago 18 - Pico da chuva de meteoros Kappa-Cignídeas
Ago 19 - Pico da chuva de meteoros iota-Aquarídeas Boreais
Ago 21 - Titã: Aproximação da Nave Cassini
Ago 22 - Fim da Chuva de meteoros Perseídeas
Ago 25 - Sonda New Horizons Cruza a órbita de Netuno
Ago 25 - Fim da chuva de meteoros Delta-Aquarídeas Boreais
Ago 25 - Fim da chuva de meteoros Kappa-Cignídeas
Ago 25 - Começo da chuva de meteoros Alfa-Aurigídeas
Ago 27 - Marte passa a 3.6 graus de Saturno
Ago 27 - Cometa c\2012 K1 PanSTARRS
Ago 29 - Netuno em oposição
Ago 31 - Lua oculta Saturno
Ago 31 - Fim da Chuva de meteoros iota-Aquarídeas Boreais

Setembro:
Set 01 - Pico da chuva de meteoros Alfa-Aurigídeas
Set 01 - Começo da chuva de meteoros Piscídeas
Set 05 - Fim da chuva de meteoros Alfa-Aurigídeas
Set 09 - Asteroide 2013 RZ53 em aproximação máxima da Terra (0.005 AU)
Set 11 - Lua oculta Urano
Set 16 - Asteroide 2009 RR em aproximação máxima da Terra(0.002 AU)

Set 19 - Pico da chuva de meteoros Piscídeas
Set 21 - Sonda MAVEN na órbita de inserção marciana
Set 21 - Mercurio em sua máxima elongação leste (26 graus)
Set 22 - Titã: Aproximação da Nave Cassini
Set 23 - Equinócio de Primavera, 02:29 UT
Set 24 - Inserção da sonda Mars Orbiter Mission (MOM)
Set 26 - Lua oculta Asteroide 21 Lutetia
Set 28 - Lua oculta Saturno
Set 28 - Lua oculta oculta Asteroide 1 Ceres
Set 28 - Lua oculta oculta Asteroide 4 Vesta

Set 28 - Cometa c\2013 V5 Oukaimeden
Set 30 - Lançamento Soyuz TMA-14M Soyuz FG (International Space Station 40S)
Set 30 - Fim da chuva de meteoros Piscídeas

Elis Lopes!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Uma nova era de viagens espaciais vem chegando

Inventores criam motor que pode reduzir o tempo de uma viagem a Marte!!
Uma nova era das viagens espaciais pode estar em curso. Isso por conta de um motor experimental que abre a porta para viagens perpétuas pelo espaço que seriam alimentadas pelas estrelas. A ideia, aparentemente revolucionária, não é nova e tenta quebrar o ceticismo dos pesquisadores. A razão para desconfiança reside em um detalhe: seria preciso quebrar uma lei da física para que o motor, o EmDrive, cumpra as suas promessas.
A invenção usa eletricidade para gerar microondas, que, em seguida, circulam em um espaço fechado e geram o impulso. O dispositivo não precisa de propulsor, uma parte importante dos atuais mecanismos de viagem no espaço. A força gerada pelo motor não é particularmente forte, mas suas implicações são grandes. Vários experimentos independentes estão reproduzindo a capacidade do dispositivo para gerar impulso, com níveis variados de sucesso. Tudo isso é realizado com painéis que convertem energia solar em eletricidade e, em seguida, em impulso.
Os cientistas demoraram para receber o EmDrive com entusiasmo porque ele viola a lei da conservação do momento. De acordo com ela, não há como criar ou destruir o impulso - o impulso de dois objetos que colidem é igual a antes e depois do impacto. A viagem espacial depende deste princípio. Um motor de foguete típico utiliza um propulsor que cria uma explosão para gerar uma força oposta e, desta maneira, impulsiona as missões espacias humanas pelo espaço.
Neste sentido, o EmDrive parece ter encontrado uma brecha na lei. O invento é de Roger Shawyer e de sua empresa, a SPR Ltd. Ele vem trabalhando no projeto há mais de uma década. Apesar das críticas, ninguém provou, efetivamente, que sua ideia não funciona. O certo é que cientistas chineses e também a NASA estão trabalhando em projetos como o EmDrive. Caso dê certo, os satélites poderiam servir como uma aplicação da ideia, o que reduziria custos e dificuldades de funcionamento para fornecer impulso sustentável em missões no espaço profundo. Seguindo esta linha, é de se pensar que uma viagem a Marte poderia levar semanas em vez de meses.
Elis Lopes!!!