A partir do dia 11 de Agosto (ontem) começou a colisão dos ventos de Eta Carinae, um espetáculo invisível a olho nu. Esta "etapa" vai do dia 11 (Agosto) até dia 30 (Setembro).
Saiba os detalhes do evento no poste "Eta Carinae".
Hoje (12 de Agosto) nos céus vamos ter a chuva de meteoros Perseids!! Pode ser visível a olho nu, se você olhar ao leste (aonde o Sol nasce) a partir da meia noite. Infelizmente o espetáculo não vai ter boa visibilidade no Brasil!!
Agora o próximo espetáculo vai ser no dia 14 (Agosto). Neste dia a Lua ocultará Urano!!
Saiba os eventos do mês de Agosto no poste" Eventos astronômicos de Julho e Agosto".
Você também pode ficar de olho nos espetáculos do ano inteiro no poste "Revendo o nosso calendário astronômico de 2014".
Elis Lopes!!!
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Eta Carinae
A cada cincos anos aproximadamente, uma interessante combinação de fenômenos astrofísicos ocorre na constelação de Carina e por cerca de 90 dias uma de suas estrelas deixa de brilhar. E isso vai acontecer de novo.
Utilizando dados registrados em diversos telescópios da América do Sul durante o último apagão do objeto, Damineli e seu colega Mairan Teodoro concluíram que o evento é constituído de uma série de fenômenos distintos e entrelaçados.
Como acontece o apagão de Eta Carinae
Para entender exatamente o que ocorre é necessário explicar que Eta Carinae é um sistema binário, composto de duas grandes estrelas que orbitam entre si. A principal e maior é Eta Carinae A, de aproximadamente 90 massas solares e a segunda é Eta Carinae-B, bem menor, com cerca de 36 massas solares e dez vezes menos brilhante.
Linha espectral
Esse inesperado brilho no ultravioleta já havia sido registrado pelos brasileiros durante o último apagão da estrela, ocorrido em 2009 e detectado de forma indireta por meio do registro de uma fraca linha espectral de gás hélio duplamente ionizado, a Hell 4686 A. Essa linha, identificada em um equipamento chamado espectrógrafo, é uma espécie de assinatura característica da existência de uma fonte de raios ultravioleta naquela região.
Será visível?
Embora o bloqueio eletromagnético ocorra em uma ampla gama do espectro eletromagnético, a variabilidade luminosa no comprimento de onda da luz visível é pequena, por isso o fenômeno só foi descoberto em 1992, embora esta estrela é monitorada há mais de 200 anos.
Fases do apagão
O periastro terá início em dia 23 de julho, quando os ventos de Eta Carinae A passam a dominar o sistema duplo e bloqueiam os ventos da estrela menor Eta Carinae B, soprando-os de volta à superfície. Essa fase deverá durar até 2 de agosto.
"Embora tenhamos proposto a existência de um colapso dos ventos, os detalhes desse mecanismo ainda precisam ser monitorados e explicados. Este é o objetivo principal do nosso estudo em 2014", disse Damineli.
O fenômeno, conhecido como "apagão de Eta Carinae" ocorre quando uma das estrelas do sistema binário, a menor e mais quente, penetra na atmosfera da companheira, maior e mais fria. O resultado é uma espécie de eclipse estelar de alta energia, que faz com que certas faixas do espectro eletromagnético, em especial os raios X, sejam bloqueados.
Isso começará a acontecer a partir de 23 de julho de 2014 e será acompanhado aqui da Terra.
Segundo o professor Augusto Damineli, pesquisador do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, o apagão não ocorre apenas em decorrência da passagem de Eta Carinae A na frente de Eta Carinae B, as duas estrelas envolvidas diretamente no processo.
Utilizando dados registrados em diversos telescópios da América do Sul durante o último apagão do objeto, Damineli e seu colega Mairan Teodoro concluíram que o evento é constituído de uma série de fenômenos distintos e entrelaçados.
"O apagão é a combinação da entrada de Eta B dentro do vento solar de eta A, somado ao eclipse propriamente dito e por fim do colapso da estrutura de colisão (choque) entre os ventos das estrelas", explicou Damineli.
O tempo estimado de duração do apagão é de cerca de 90 dias, sendo de 30 dias a fase do eclipse. O tempo restante pode ser creditado ao intrincado mecanismo associado ao colapso dos ventos estelares.
Como acontece o apagão de Eta Carinae
Para entender exatamente o que ocorre é necessário explicar que Eta Carinae é um sistema binário, composto de duas grandes estrelas que orbitam entre si. A principal e maior é Eta Carinae A, de aproximadamente 90 massas solares e a segunda é Eta Carinae-B, bem menor, com cerca de 36 massas solares e dez vezes menos brilhante.
Parte do fenômeno do apagão já era já razoavelmente conhecido e estudado - inclusive pelos próprios pesquisadores brasileiros - e é atribuído, como explicado, à passagem de Eta Carinae A na frente de Eta Carinae B. A outra parte do evento é entendida como a interação dos ventos das duas estrelas.
No entender dos cientistas, após o término do eclipse os dois objetos estarão se aproximando do ponto da menor distância entre eles, chamado periastro, que é da ordem de 230 milhões de quilômetros. Neste momento, os ventos de Eta Carinae A passam a dominar o sistema duplo e bloqueiam os ventos da estrela menor Eta Carinae B, soprando-os de volta à superfície.
Ocorre então o que é chamado de colapso da zona de colisão dos ventos estelares, que até aquele instante estavam em equilíbrio. Isso, segundo os pesquisadores, trás duas consequências imediatas: o bloqueio da emissão de raios-x que chegam à Terra e o mais interessante, promove emissão eletromagnética no comprimento do ultravioleta. Em outras palavras, em pleno apagão de raios-x ocorre um clarão em ultravioleta, fenômeno que nunca havia sido observado.
Linha espectral
Esse inesperado brilho no ultravioleta já havia sido registrado pelos brasileiros durante o último apagão da estrela, ocorrido em 2009 e detectado de forma indireta por meio do registro de uma fraca linha espectral de gás hélio duplamente ionizado, a Hell 4686 A. Essa linha, identificada em um equipamento chamado espectrógrafo, é uma espécie de assinatura característica da existência de uma fonte de raios ultravioleta naquela região.
“O sinal do hélio ionizado que vimos durante o apagão de 2009 é apenas 20% maior do que o limite capaz de ser medido por telescópios”, disse Damineli. Segundo ele, isso equivale ao brilho de 10 mil sóis no comprimento de onda do ultravioleta extremo.
Será visível?
Embora o bloqueio eletromagnético ocorra em uma ampla gama do espectro eletromagnético, a variabilidade luminosa no comprimento de onda da luz visível é pequena, por isso o fenômeno só foi descoberto em 1992, embora esta estrela é monitorada há mais de 200 anos.
A observação do apagão ganha seu esplendor quando observado no seguimento das altas energias e também nas linhas espectrais do helio duplamente ionizado e do helio uma vez ionizado, visível no espectro ótico.
Experimento
Um dos experimentos mais interessantes está sendo feito pelo astrônomo amador Rogério Marcon, a partir de seu observatório localizado em Campinas, SP e consiste em fazer uma imagem por dia de Eta Carinae através de um espectroscópio caseiro, construído por ele mesmo. Isso permitirá a Marcon confirmar as diversas fases do apagão através do desaparecimento da linha espectral de 6678 angstroms, relativa ao helio uma vez ionizado, situada na região do vermelho. Animando-se o gráfico será possível "ver" o início, meio e fim do apagão.
Um dos experimentos mais interessantes está sendo feito pelo astrônomo amador Rogério Marcon, a partir de seu observatório localizado em Campinas, SP e consiste em fazer uma imagem por dia de Eta Carinae através de um espectroscópio caseiro, construído por ele mesmo. Isso permitirá a Marcon confirmar as diversas fases do apagão através do desaparecimento da linha espectral de 6678 angstroms, relativa ao helio uma vez ionizado, situada na região do vermelho. Animando-se o gráfico será possível "ver" o início, meio e fim do apagão.
Fases do apagão
O periastro terá início em dia 23 de julho, quando os ventos de Eta Carinae A passam a dominar o sistema duplo e bloqueiam os ventos da estrela menor Eta Carinae B, soprando-os de volta à superfície. Essa fase deverá durar até 2 de agosto.
Entre 11 de agosto e 30 de setembro ocorrerá a fase do colapso dos ventos estelares, quando a emissão de ultravioleta produzida pelo hélio duplamente ionizado atingirá o seu pico no comprimento de onda de 4686 angstroms.
"Embora tenhamos proposto a existência de um colapso dos ventos, os detalhes desse mecanismo ainda precisam ser monitorados e explicados. Este é o objetivo principal do nosso estudo em 2014", disse Damineli.
Eta Carinae e suas explosões
Eta Carinae é um objeto gigantesco e distante. Não é possível de ser visto à vista desarmada, mas pode ser encontrada com auxílio de binóculo ou telescópio na constelação da Carina, situada ao lado do Cruzeiro do Sul.
Eta Carinae é um objeto gigantesco e distante. Não é possível de ser visto à vista desarmada, mas pode ser encontrada com auxílio de binóculo ou telescópio na constelação da Carina, situada ao lado do Cruzeiro do Sul.
Seu diâmetro é de cerca de 135 milhões de quilômetros e sua luminosidade chega a ser 5 milhões de vezes maior do que a do Sol. Quando entra no período de blecaute, deixa de emitir radiação no espectro de raios X, ultravioleta e ondas de rádio.
Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam seu combustível muito rapidamente devido à sua grande massa e alta luminosidade. De acordo com os cientistas, Eta Carinae pode explodir como uma supernova ou hipernova a qualquer momento.
“Quando explodir, sua morte deverá produzir uma explosão de raios gama, o tipo de evento mais energético que ocorre no Universo”, afirma Damineli.
Há 170 anos, a megaestrela entrou em sua fase terminal. Desde então sofre grandes explosões e perde matéria da ordem de dezenas de massas solares, o que aumenta temporariamente seu brilho.
Em 1843, uma nova explosão fez a Eta Carinae brilhar 10 vezes mais que o habitual, rivalizando em intensidade com Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Algumas fontes afirmam que o brilho foi tão intenso que era possível ver Eta Carinae em pleno dia durante muitos meses, mas segundo o astrônomo brasileiro Alexandre Amorim, essa informação não consta nos principais catálogos oficiais de estrelas variáveis ou Atlas Celeste.
Veja o vídeo de Damineli explicando tudo!!
Elis Lopes!!!
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Eventos astronômicos de Julho e Agosto
Julho:
Jul 01 - Lançamento HTV 5 H-2B (International Space Station)
Jul 01 - Lançamento Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) Delta 2
Jul 04 - Terra no Afélio, a 1.017 AU do Sol
Jul 06 - Lua oculta Marte
Jul 08 - Lua oculta Saturno
Jul 12 - Mercurio em sua maior elongação oeste (21 Degrees)
Jul 16-22 - Aniversário de 20 anos do impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 contra Júpiter
Jul 20 - 45 anos do Homem na Lua
Jul 24 - Lançamento Progress Soyuz U (International Space Station 56P)
Agosto:
Ago 01 - Pico da chuva de meteoros Alpha Capricornidea
Ago 02 - Mercurio passa a 1.0 graus de Júpiter
Ago 04 - Lua oculta Saturno
Ago 12 - Pico da chuva de Meteoros Perseídea
Ago 14 - Lua oculta Urano
Ago 17 - Equinócio de Outono em Marte
Ago 17 - Cometa 210P/Christensen no periélio (0.531 AU)
Ago 21 - Titã: Aproximação da Nave Cassini
Ago 25 - Sonda New Horizons Cruza a órbita de Netuno
Ago 25 - Pico da chuva de meteoros Iota Aquaridea
Ago 27 - Marte passa a 3.6 graus de Saturno
Ago 31 - Lua oculta Saturno
Fonte: http://www.apolo11.com/calendario_astronomico.php
Elis Lopes!!!
Jul 01 - Lançamento HTV 5 H-2B (International Space Station)
Jul 01 - Lançamento Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) Delta 2
Jul 04 - Terra no Afélio, a 1.017 AU do Sol
Jul 06 - Lua oculta Marte
Jul 08 - Lua oculta Saturno
Jul 12 - Mercurio em sua maior elongação oeste (21 Degrees)
Jul 16-22 - Aniversário de 20 anos do impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 contra Júpiter
Jul 20 - 45 anos do Homem na Lua
Jul 24 - Lançamento Progress Soyuz U (International Space Station 56P)
Jul 28 - Apagão da estrela Eta Carinae
Jul 29 - Pico da Chuva de Meteoros Delta-AquarideaAgosto:
Ago 01 - Pico da chuva de meteoros Alpha Capricornidea
Ago 02 - Mercurio passa a 1.0 graus de Júpiter
Ago 04 - Lua oculta Saturno
Ago 12 - Pico da chuva de Meteoros Perseídea
Ago 14 - Lua oculta Urano
Ago 17 - Equinócio de Outono em Marte
Ago 17 - Cometa 210P/Christensen no periélio (0.531 AU)
Ago 21 - Titã: Aproximação da Nave Cassini
Ago 25 - Sonda New Horizons Cruza a órbita de Netuno
Ago 25 - Pico da chuva de meteoros Iota Aquaridea
Ago 27 - Marte passa a 3.6 graus de Saturno
Ago 31 - Lua oculta Saturno
Fonte: http://www.apolo11.com/calendario_astronomico.php
Elis Lopes!!!
Revendo o nosso calendário astronômico de 2014
Vamos rever os eventos astronômicos de 2014!!
Janeiro:
3 e 4: Chuva de meteoro Quadrantids
5: Júpiter em oposição
25: Ocultação de Saturno
Março:
20: Equinócio
20: Ocultação de Regulus
27: Cometa Holmes
Abril:
8: Marte em oposição
15: Eclipse lunar total
21 e 22: Chuva de meteoro Lyrids
29: Eclipse solar anular
Maio:
5 e 6: Chuva de meteoros Eta Aquarids
10: Saturno em oposição
24: Chuva de meteoros
Junho:
7: Conjunção de Marte e Lua
21: Solstício
Julho:
28 e 29: Chuva de meteoros Delta Aquariids
Agosto:
12 e 13: Chuva de meteoros Perseids
18: Conjunção de Vênus e Júpiter
27: Cometa c/2012 K1 PanSTARRS
29: Netuno em oposição
Setembro:
23: Equinócio
28: Cometa c/2013 V5 Oukaimeden
Outubro:
7: Urano em oposição
8: Eclipse lunar total
8 e 9: Chuva de meteoros Draconids
21 e 22: Chuva de meteoros Orionids
23: Eclipse solar parcial
26: Cometa c/2013 A1 Siding Spring
Novembro:
5 e 6: Chuva de meteoros Taurids
17 e 18: Chuva de meteoros Leonids
Dezembro:
13 e 14: Chuva de meteoros Geminids
21: Solstício
22 e 23: Chuva de meteoros Ursids
Fonte: http://cosmonovas.blogspot.com.br/2014_07_01_archive.html
Elis Lopes!!!
Janeiro:
3 e 4: Chuva de meteoro Quadrantids
5: Júpiter em oposição
25: Ocultação de Saturno
Março:
20: Equinócio
20: Ocultação de Regulus
27: Cometa Holmes
Abril:
8: Marte em oposição
15: Eclipse lunar total
21 e 22: Chuva de meteoro Lyrids
29: Eclipse solar anular
Maio:
5 e 6: Chuva de meteoros Eta Aquarids
10: Saturno em oposição
24: Chuva de meteoros
Junho:
7: Conjunção de Marte e Lua
21: Solstício
Julho:
28 e 29: Chuva de meteoros Delta Aquariids
Agosto:
12 e 13: Chuva de meteoros Perseids
18: Conjunção de Vênus e Júpiter
27: Cometa c/2012 K1 PanSTARRS
29: Netuno em oposição
Setembro:
23: Equinócio
28: Cometa c/2013 V5 Oukaimeden
Outubro:
7: Urano em oposição
8: Eclipse lunar total
8 e 9: Chuva de meteoros Draconids
21 e 22: Chuva de meteoros Orionids
23: Eclipse solar parcial
26: Cometa c/2013 A1 Siding Spring
Novembro:
5 e 6: Chuva de meteoros Taurids
17 e 18: Chuva de meteoros Leonids
Dezembro:
13 e 14: Chuva de meteoros Geminids
21: Solstício
22 e 23: Chuva de meteoros Ursids
Fonte: http://cosmonovas.blogspot.com.br/2014_07_01_archive.html
Elis Lopes!!!
domingo, 27 de julho de 2014
Chuvas de Meteoros
No céu agora está as chuvas de meteoros Perseids e Delta Aquariids, ambas com visibilidade a olho nu no Brasil.
Delta Aquariids: Localizada perto da constelação de Aquário e do planeta Netuno, segundo coordenadas Google Sky Map. Esta chuva de meteoros será visível a olho nu amanhã (28\07\14) apartir da meia noite ao leste (onde o Sol nasce).

Perseids: Localizada perto da constelação de Perseus, esta chuva de meteoros sera visível de 17 de julho á 24 de agosto com pico entre os dias 12 e 13 de agosto.

Elis Lopes!!!
Delta Aquariids: Localizada perto da constelação de Aquário e do planeta Netuno, segundo coordenadas Google Sky Map. Esta chuva de meteoros será visível a olho nu amanhã (28\07\14) apartir da meia noite ao leste (onde o Sol nasce).
Perseids: Localizada perto da constelação de Perseus, esta chuva de meteoros sera visível de 17 de julho á 24 de agosto com pico entre os dias 12 e 13 de agosto.
Elis Lopes!!!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Nanosatélite nacional continua com testes em órbita
Próximo de completar um mês em órbita o NanosatC-Br1, primeiro CubeSat brasileiro, ainda não completou toda a série de testes de modos de funcionamento. De acordo com os técnicos envolvidos no projeto entre os testes a serem aplicados estão o de repouso e o de estabilização.
Com o propósito de coletar dados do campo magnético terrestre, principalmente na denominada região da Anomalia Magnética da América do Sul (Amas) e do setor Brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico, o NanosatC-Br1 tem quatro modos de funcionamento: Safe-Seguro, modo utilizado no seu lançamento; Nominal, normal com operação de dados; Repouso, baixa quantidade de envio de informações e Estabilização, correção da velocidade em caso de alta rotação.
A Estação Terrena de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é a única que pode enviar telecomandos ao nanossatélite. Ela o monitora em conjunto com a Estação Terrena do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), ambas recebem os dados de rádio amadores para serem decodificados e disponibilizado aos pesquisadores.
“Para um dos projetos já há subsídios completos, para os demais ainda faltam decodificar dados para conclusão das informações iniciais”, explica Ótavio Durão, gerente do projeto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Missão – O CubeSat tem também a finalidade de testar em voo Circuitos Integrados (CIs), projetados no Brasil, quanto a resistência à radiação. O objetivo é o de utilizá-los futuramente em satélites nacional de maior porte a exemplo da Plataforma Multi Missão (PMM), em desenvolvimento pelo Inpe. Ainda compõe a carga útil do NanoC-Br1o Field Programmable Gate Array (FPGA), software imune a radiação ionizante.
São, portanto, dois métodos distintos de proteção à radiação ionizante para componentes que poderão futuramente ser aplicados em projetos espaciais: por projeto com aplicação em hardware e por software.
O projeto do NanossatC-Br1, financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), tem ainda uma vertente educacional que envolve parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Inpe com a participação de outras entidades como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O nanossatélite teve o custo total, incluindo o seu lançamento, de US$ 860 mil. Até o fim do ano estão previstos o lançamento de mais três CubeSats nacionais: Aesp-14, Serpens e CanSat, este último desenvolvido por alunos de uma escola pública de Ubatuba (SP).
Foto: Divulgação/Inpe
Elis Lopes!!!
terça-feira, 1 de julho de 2014
Cbers-4 completa mais uma bateria de testes
O modelo de voo do satélite Cbers-4 completou nesta segunda-feira (23), no Centro Espacial da Academia de Ciência e Tecnologia da China (Cast, na sigla em inglês), os testes de vibração nos seus três eixos. Os testes reproduzem as condições pelas quais o satélite passa durante o lançamento.
Quinto exemplar do programa de satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), o Cbers-4 prossegue até agosto próximo na fase denominada de testes ambientais térmicos realizados na câmara de termo-vácuo. A etapa final é o teste sistêmico de longa duração, com 100 horas contínuas de operação, com o satélite simulando sua operação em voo. Em seguida se realiza a Revisão Final de Projeto (FDR, na sigla em inglês), prevista para setembro.
O lançamento do Cbers-4 está programado para ocorrer na segunda semana de dezembro próximo no Centro de Lançamento de Taiyuan, na China. Desde o início da montagem do satélite, em janeiro último, todas as etapas têm a participação efetiva de técnicos e engenheiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Brasil é responsável por 50% dos subsistemas do satélite. A indústria nacional desenvolveu a estrutura, o subsistema de energia, as câmaras MUX e WFI, o gravador de bordo, o transmissor de dados, de coletas de dados e equipamentos do subsistema do computador de bordo.
A chegada do satélite à base de lançamento de Taiyuan está prevista para a segunda semana de outubro. Lá será realizada a campanha de lançamento que inclui testes elétricos pós-transporte, montagem final dos painéis solares, enchimento dos tanques de combustíveis, montagem do satélite na coifa onde o satélite é instalado para ser levado ao espaço, instalação da coifa no topo do foguete lançador e testes com o satélite na torre de lançamento.
Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)
Elis Lopes!!!
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